APONTA IBGE

IPCA sobe 0,88% em março e supera projeções do mercado

Por Redação - Em 10/04/2026 às 3:33 PM

Orçamento, Economia, Calculadora,

De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o índice foi impulsionado principalmente pelos grupos de alimentação e transportes

A inflação oficial do Brasil voltou a ganhar força em março e surpreendeu o mercado ao registrar alta de 0,88%, acima das expectativas de analistas, que projetavam avanço menor para o período. O resultado reforça o ambiente de pressão sobre o custo de vida e reacende o debate sobre os próximos passos da política monetária.

De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o índice foi impulsionado principalmente pelos grupos de alimentação e transportes, que concentraram as maiores contribuições para o avanço dos preços no mês. O desempenho ficou acima do consenso de 0,77% apurado entre economistas, indicando uma deterioração mais intensa do que o esperado no curto prazo.

O grupo de alimentos voltou a exercer papel central na inflação, com aumentos relevantes em itens básicos consumidos pelas famílias. A pressão sobre esse segmento tem impacto direto sobre o orçamento das classes de renda média e baixa, ampliando a percepção de perda de poder de compra. Paralelamente, o setor de transportes também contribuiu para o resultado, com destaque para a alta de passagens aéreas, que registraram aumentos expressivos no período.

No acumulado de 12 meses, o IPCA alcança cerca de 4,14%, mantendo-se próximo ao teto da meta de inflação estabelecida para o país. Esse patamar reforça o desafio do Banco Central em equilibrar o controle inflacionário com a necessidade de estímulo à atividade econômica.

O resultado de março ocorre em um contexto de maior volatilidade global, com impactos indiretos sobre preços domésticos, especialmente em cadeias ligadas a alimentos e energia. Ainda que parte desses efeitos não tenha se materializado integralmente nos combustíveis, há expectativa de que pressões externas possam influenciar os índices nos próximos meses.

Para analistas, o dado acima do esperado tende a influenciar as decisões sobre juros, ao reduzir o espaço para cortes mais acelerados da taxa básica. Ao mesmo tempo, a persistência da inflação em itens essenciais mantém o tema no centro das atenções de consumidores, investidores e formuladores de políticas públicas.

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Expansão global

BYD lança Denza na Europa com Ana Paula Siebert, Felipe Massa e Álvaro Garnero em Paris

Por Jussara Beserra - Em 10/04/2026 às 5:00 AM

Stella Li durante apresentação que marcou a estreia europeia da Denza - Fotos: Divulgação Denza

Stella Li durante apresentação que marcou a estreia europeia da Denza – Fotos: Divulgação Denza

Apresentada nesta quinta-feira (9) na Ópera de Paris, a estreia europeia da Denza inaugura uma nova fase da marca no mercado internacional. Com os modelos Z9GT e D9 DM-i, a fabricante passa a disputar o território premium com um discurso centrado em tecnologia, performance e experiência.

Denza estreia na Ópera de Paris com presença de brasileiros

Denza estreia na Ópera de Paris com presença de brasileiros

O evento no Palais Garnier reuniu a delegação de embaixadores da marca no Brasil, com Felipe Massa, Álvaro Garnero, Ana Paula Siebert e Ana Carolina Bassi, além do chef Alex Atala, reforçando a conexão com o público latino-americano e a estratégia global da companhia.

Segundo Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, “a tecnologia impulsiona a elegância e redefine o conceito premium”, destacando que a proposta da Denza é integrar inovação ao cotidiano com uma experiência de mobilidade mais limpa e fluida.

Denza Z9gt

Denza Z9GT em Paris marca início da expansão internacional da marca

O Z9GT representa o viés esportivo da estratégia, com arquitetura de três motores e soluções avançadas de dirigibilidade. Já o D9 DM-i ocupa o território do conforto executivo, com proposta voltada a viagens longas e mobilidade urbana de alto padrão. A dupla inaugura a ofensiva da Denza em diferentes nichos do segmento premium.

O movimento inclui ainda a introdução do sistema Flash Charging e um plano de expansão que prevê presença em mais de 30 países até o fim de 2026. “A estreia global da Denza demonstra como a tecnologia pode elevar o padrão do segmento premium”, afirmou Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, ao comentar o posicionamento da marca.

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MERCADO FINANCEIRO

Dólar cai a R$ 5,06, e bolsa bate recorde com alívio no Oriente Médio

Por Redação - Em 09/04/2026 às 9:58 PM

Dólar Foto Agência Brasil

No ano, o dólar acumula queda de 7,75% frente ao real FOTO: Agência Brasil

O dólar caiu ao menor nível em dois anos, e a bolsa de valores renovou máximas históricas nesta quinta-feira (9),  em um dia marcado pelo alívio das tensões no Oriente Médio e maior apetite global por risco, diante de sinais de diálogo envolvendo Israel e Líbano.

O movimento foi impulsionado por expectativas de avanço diplomático na região, o que reduziu prêmios de risco e favoreceu ativos de países emergentes, como o Brasil.

Moeda

O dólar à vista encerrou o dia em queda de R$ 0,04 (-0,77%), cotado a R$ 5,063, no menor valor desde exatamente dois anos, em 9 abril de 2024. Por volta das 14h40, a moeda chegou à mínima de R$ 5,05.

A desvalorização ocorreu em linha com o enfraquecimento global da divisa estadunidense e a melhora no cenário externo, com investidores reagindo a sinais de distensão geopolítica.

Entre os fatores que contribuíram para o alívio, estão relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido a Israel a redução de ataques ao Líbano, além da indicação de que o governo israelense pretende iniciar negociações.

No ano, o dólar acumula queda de 7,75% frente ao real.

Bolsa em alta

O Ibovespa acompanhou o cenário externo positivo e atingiu, pela primeira vez, o patamar dos 195 mil pontos. O índice fechou em alta de 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando recorde.

Foi o oitavo avanço consecutivo da bolsa brasileira e o 15º fechamento histórico em 2026. O movimento foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de grandes empresas, incluindo petroleiras e bancos.

No acumulado de abril, o índice sobe mais de 4%, enquanto no ano já avança acima de 21%.

Petróleo oscila

Os preços do petróleo registraram alta moderada, mas perderam força ao longo da sessão diante de sinais de possível avanço nas negociações entre Israel e Líbano.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 1,23%, a US$ 95,92. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,66%, para US$ 97,87.

Apesar da recuperação parcial, os preços seguem influenciados pela expectativa de redução das tensões na região, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. (Agência Brasil)

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