1º trimestre

Aeroporto de Fortaleza recebe 35 mil passageiros internacionais e impulsiona alta de 43% no turismo do Ceará

Por Marlyana Lima - Em 22/04/2026 às 1:45 AM

Aeroporto De Fortaleza Aeroporto Pinto Martins

Apenas no primeiro trimestre, 35.398 passageiros estrangeiros desembarcaram em voos diretos no Ceará

O Aeroporto de Fortaleza se consolida como principal porta de entrada do turismo internacional no Nordeste em 2026. Apenas no primeiro trimestre, 35.398 passageiros estrangeiros desembarcaram em voos diretos no Ceará, número que representa um crescimento de 43,16% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mais do que um dado isolado, o número revela ritmo. Em 2025, haviam sido registrados 24.727 passageiros no mesmo intervalo. Já na comparação com 2024, o avanço chega a 99,21%, indicando uma curva consistente de expansão.

Conectividade internacional

A ampliação da conectividade aérea internacional tem reposicionado Fortaleza como hub de entrada no país, com destaque para a Europa, responsável por 26.711 passageiros — ou 75,46% de todo o movimento internacional. O crescimento europeu, de 67,17%, acompanha a consolidação das rotas com Portugal, França e Espanha.

A América do Sul também avança, com 7.996 passageiros e alta de 28,80%, puxada pelas conexões com Argentina, Chile e Uruguai. Juntas, as duas regiões concentram quase 98% de todo o fluxo internacional registrado no estado.

Na prática, o aeroporto funciona como indicador direto da economia do turismo. O transporte aéreo responde por 91,58% das entradas internacionais, evidenciando o peso das rotas diretas na dinâmica do setor.

Gustavo Montenegro Do Turismo

Gustavo Montenegro, secretário do Turismo do Estado do Ceará

Para o secretário do Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro, o avanço é resultado de uma política ativa de inserção internacional. “Quando abrimos novas rotas, aproximamos destinos, movimentamos hotéis, restaurantes, serviços e geramos oportunidades em toda a cadeia do turismo. Cada voo internacional que pousa em Fortaleza traz desenvolvimento junto com os passageiros”, afirmou.

O resultado já representa 30,59% de toda a demanda internacional registrada em 2025, indicando que o Ceará entra no ano não apenas em recuperação — mas em trajetória de crescimento sustentado.

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receita federal

Investidores devem redobrar atenção ao declarar debêntures no IR 2026

Por Redação - Em 22/04/2026 às 12:01 AM

Imposto De Renda 2026 Ir Irpf Foto Agência Brasil

O investidor deve informar sempre o custo de aquisição do título, e não o valor atualizado com juros ou preço de mercado FOTO: Agência Brasil

Investidores que aplicam em debêntures precisam redobrar a atenção na declaração do Imposto de Renda 2026 para evitar inconsistências com a Receita Federal. Apesar de serem classificadas como renda fixa, esses títulos exigem preenchimento correto em mais de uma etapa da declaração, especialmente na distinção entre patrimônio e rendimentos.

As debêntures devem ser informadas na ficha “Bens e Direitos”, dentro do grupo “Aplicações e Investimentos”. O código utilizado varia conforme o tipo do título: debêntures comuns entram como aplicações tributadas, enquanto as incentivadas — geralmente ligadas a projetos de infraestrutura — são classificadas como isentas.

Um dos pontos que mais geram erro é o valor declarado. O investidor deve informar sempre o custo de aquisição do título, e não o valor atualizado com juros ou preço de mercado. Os rendimentos recebidos ao longo do ano devem ser lançados separadamente, na ficha específica de rendimentos — tributáveis ou isentos, conforme o caso.

Outro equívoco frequente é deixar de informar ganhos ou não dar baixa no ativo após venda ou vencimento. Quando a debênture deixa de fazer parte da carteira, o saldo deve ser zerado na ficha de bens, enquanto os rendimentos continuam sendo declarados normalmente.

No caso das debêntures tributadas, o imposto segue a tabela regressiva da renda fixa, com alíquotas entre 15% e 22,5%, dependendo do prazo da aplicação. Já nas incentivadas, há isenção para pessoa física, mas os valores ainda precisam ser informados na declaração anual.

Especialistas recomendam utilizar o informe de rendimentos fornecido pelas corretoras como base para o preenchimento, reduzindo o risco de divergências. Com organização e atenção aos detalhes, o processo é considerado simples, mas falhas podem levar o contribuinte à malha fina.

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serviços financeiros

Uso de pagamentos digitais atinge 90% dos consumidores na América Latina, revela Mastercard

Por Redação - Em 22/04/2026 às 12:01 AM

A segurança das transações aparece como principal preocupação dos usuários, com fraudes e golpes sendo citados como um dos maiores pontos de atenção na experiência digital

O uso de meios de pagamento digitais se tornou dominante na América Latina, com nove em cada dez consumidores da região utilizando esse tipo de solução no dia a dia, segundo levantamento recente da Mastercard. O dado evidencia a rápida digitalização dos hábitos financeiros e a consolidação de novas formas de transação no mercado latino-americano.

A pesquisa mostra que cartões, transferências em tempo real e carteiras digitais passaram a fazer parte da rotina da população, impulsionados pela busca por praticidade, rapidez e maior controle financeiro. Esse movimento também reflete o avanço da inclusão financeira e da infraestrutura tecnológica na região.

O crescimento dos pagamentos digitais tem levado empresas e pequenos negócios a adaptarem suas operações para atender consumidores cada vez mais conectados. De acordo com a Mastercard, a migração para o ambiente digital deixou de ser tendência e passou a ser uma exigência para acompanhar o comportamento do público.

Apesar da forte adesão, o avanço da digitalização também traz desafios. A segurança das transações aparece como principal preocupação dos usuários, com fraudes e golpes sendo citados como um dos maiores pontos de atenção na experiência digital. Ainda assim, a maioria dos consumidores demonstra confiança no uso dessas ferramentas, indicando amadurecimento no ambiente online.

Especialistas avaliam que a expansão dos pagamentos digitais deve continuar nos próximos anos, impulsionada por inovações como inteligência artificial, autenticação biométrica e novos modelos de transação. O cenário aponta para uma economia cada vez mais integrada ao ambiente digital, com impacto direto sobre o consumo, o comércio e os serviços financeiros na América Latina.

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