Biocombustíveis

Petrobras acelera articulações para recolocar usina de biodiesel de Quixadá em operação

Por REDAÇÃO - Em 12/05/2026 às 3:08 PM

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Unidade localizada no Sertão Central pode voltar a operar dentro da estratégia de expansão dos biocombustíveis no País — Foto: divulgação

A possível retomada da Usina de Biodiesel de Quixadá (UBQ) voltou ao centro das articulações políticas e econômicas no Ceará. A Petrobras avançou nas discussões para reativar a planta localizada no Sertão Central, atualmente em hibernação, em um movimento que pode fortalecer a cadeia de biocombustíveis, ampliar investimentos no Interior e impulsionar a geração de empregos na região.

As tratativas ganharam força após reunião realizada em Brasília entre a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o deputado federal José Guimarães e o secretário especial de Assuntos Federativos, Ilário Marques. O encontro discutiu os próximos passos para a retomada da operação da unidade cearense.

Nos bastidores, a expectativa é de que a reativação da usina aconteça após a conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) e da aprovação do projeto pelo Conselho de Administração da estatal.

O Governo do Ceará também acompanha o avanço das negociações e deve entrar no processo com apoio institucional e incentivos voltados à retomada das atividades. Entre as possibilidades analisadas estão mecanismos ligados ao Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), além de benefícios fiscais e medidas de suporte logístico.

A UBQ é considerada estratégica dentro da política de transição energética e do fortalecimento da produção de combustíveis renováveis no Nordeste. A avaliação é que a retomada da operação pode gerar impacto relevante na economia regional, especialmente no Sertão Central, estimulando cadeias produtivas ligadas ao setor agrícola e industrial.

Localizada a cerca de 168 quilômetros de Fortaleza, a usina está hibernada desde 2016, período em que a Petrobras iniciou um amplo plano de desinvestimentos. Desde então, a estrutura permanece preservada com manutenção periódica dos equipamentos.

Caso retorne com a mesma capacidade operacional registrada antes da paralisação, a planta poderá movimentar aproximadamente R$ 16,5 milhões em arrecadação tributária, considerando projeções baseadas em unidades similares da Petrobras. A retomada da unidade ocorre em um momento de reposicionamento da estatal no segmento de energias renováveis e de fortalecimento das agendas ligadas à economia verde e à segurança energética nacional.

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