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Exportação de café avança para 3,12 milhões de sacas em abril, mas receita cambial recua 17,7%

Por Redação - Em 13/05/2026 às 12:01 AM

Grãos De Café Foto Agência Brasil

No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 11,619 milhões de sacas, retração de 16,1% FOTO: Agência Brasil

As exportações brasileiras de café somaram 3,122 milhões de sacas de 60 quilos em abril de 2026, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando o país embarcou 3,105 milhões de sacas. Apesar da leve alta em volume, o faturamento externo caiu de forma expressiva: a receita cambial recuou 17,7%, passando de US$ 1,347 bilhão em abril de 2025 para US$ 1,109 bilhão neste ano, segundo dados do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O desempenho mensal foi impulsionado principalmente pela entrada de parte da nova safra, sobretudo de cafés canéforas — robusta e conilon —, que ajudaram a sustentar os embarques totais mesmo em um cenário de preços internacionais mais baixos. As exportações de robusta e conilon dispararam 374% em relação a abril de 2025, compensando parcialmente a retração de 15,9% nos embarques de arábica. Já o café verde, isoladamente, totalizou 2,76 milhões de sacas, queda de 1,3% na comparação anual.

No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 11,619 milhões de sacas, retração de 16,1% frente às 13,843 milhões embarcadas no primeiro quadrimestre de 2025. A receita cambial no período também caiu, passando de US$ 5,247 bilhões para US$ 4,490 bilhões, baixa de 14,4%.

Considerando o ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e abril de 2026, os embarques totalizaram 32,247 milhões de sacas, queda de 19,4% sobre igual período anterior. Em contrapartida, a receita acumulada avançou 0,8%, alcançando US$ 12,551 bilhões, reflexo de preços médios ainda elevados ao longo de parte da temporada.

Entre os principais compradores do café brasileiro no primeiro quadrimestre, a Alemanha liderou com 1,563 milhão de sacas, equivalente a 13,4% do total exportado, seguida pelos Estados Unidos, com 1,390 milhão de sacas e participação de 12%. Itália (1,182 milhão), Bélgica (713,8 mil) e Japão (612,7 mil) completaram o grupo dos cinco maiores destinos.

Os números reforçam um cenário de transição para o setor cafeeiro brasileiro: embora a nova safra comece a recompor oferta e sustente volumes, a queda nas cotações internacionais pressiona receitas e reduz o ritmo financeiro das exportações, mantendo o mercado atento à evolução dos preços globais e da logística portuária nos próximos meses.

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