Operação Compliance Zero
Segunda negativa da PF mantém indefinição sobre delação de Vorcaro
Por Julia Fernandes Fraga - Em 12/06/2026 às 2:09 PM

Ex-banqueiro está preso desde março deste ano. Foto: Divulgação
A Polícia Federal rejeitou pela segunda vez a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão, divulgada na quinta-feira (11), mantém a atenção voltada para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que segue analisando o material entregue pela defesa.
A rejeição já foi comunicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações. Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores avaliaram que a nova proposta não apresentou elementos considerados suficientes para avançar além do conjunto de provas já reunido no inquérito.
Em maio, a primeira proposta também havia sido recusada sob o entendimento de que o material não trazia informações relevantes ou inéditas para as investigações.
Defesa em ação
Após a primeira rejeição, Vorcaro promoveu mudanças em sua equipe jurídica e apresentou novos anexos na tentativa de viabilizar um acordo. A estratégia buscava atender às exigências dos investigadores e aumentar o escopo das informações oferecidas às autoridades.
Apesar das alterações, a Polícia Federal manteve o entendimento de que os elementos apresentados não justificariam, neste momento, a celebração de um acordo de colaboração premiada.
PGR analisa
Embora a PF tenha rejeitado novamente a proposta, a Procuradoria-Geral da República ainda não concluiu sua análise. A expectativa é que o órgão avalie o conteúdo apresentado pela defesa antes de decidir sobre os próximos passos relacionados a uma eventual negociação.
A posição da PGR é considerada relevante porque poderá influenciar os desdobramentos da investigação e o futuro das tratativas envolvendo o banqueiro.
Caso segue sob atenção em Brasília
A Operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes financeiras e outros crimes relacionados ao grupo empresarial comandado por Daniel Vorcaro, sobretudo o Banco Master. Preso desde março deste ano, o banqueiro tenta firmar um acordo de colaboração que possa contribuir com as investigações e impactar sua situação processual.
Nos bastidores de Brasília, o caso continua sendo acompanhado com atenção pelo potencial alcance político das apurações e pelos desdobramentos que podem surgir a partir do material reunido pelas autoridades.
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