21 de Abril

Congresso ativa espaços simbólicos e se aproxima do público nos 66 anos de Brasília

Por Julia Fernandes Fraga - Em 21/04/2026 às 12:02 AM

Capital do Brasil foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer a pedido do presidente Juscelino Kubitschek. Fotos: Câmara dos Deputados

No marco dos 66 anos de Brasília, celebrados nesta terça-feira (21), o Congresso Nacional assume protagonismo na programação oficial ao abrir suas portas com um formato ampliado de visitação. O tradicional circuito ganha novas camadas, combinando história, tecnologia e encenação em uma estratégia de aproximação entre instituições e sociedade.

A iniciativa reposiciona o Legislativo como espaço de convivência e memória, com acesso a áreas simbólicas — como as cúpulas do Congresso — e a inclusão de ativações como o filme em realidade virtual “Encontro com Darcy”, que resgata o legado do antropólogo e ex-ministro da Educação, Darcy Ribeiro. 

Experiência ampliada

A programação especial inclui o projeto “Visite Encena – Vozes que constroem o Brasil”, que transforma os espaços do Congresso em um circuito teatral, com esquetes que recriam personagens e momentos-chave da formação do país.

Outro destaque é a ampliação do roteiro de visitação, que passa a incluir os anexos II e IV da Câmara dos Deputados. O percurso incorpora espaços como a Ala Antonio Mariz e o terraço com capela ecumênica, reunindo arquitetura, arte e política em uma mesma narrativa.

A ativação reforça o papel do Congresso como um dos principais ícones de Brasília — cidade concebida como projeto político e urbanístico de integração nacional.

Essa leitura também esteve presente na sessão solene realizada na Câmara dos Deputados, que destacou a capital como símbolo de unidade e desenvolvimento, em um momento em que o papel das instituições volta ao centro do debate público.

Legado e continuidade

Durante a solenidade, a presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek, foi homenageada, em um gesto que apresenta o legado de Juscelino Kubitschek – seu avô – não apenas como memória histórica, mas como eixo fundador da própria identidade de Brasília. A presença da família reforça a continuidade simbólica de um projeto de país que atravessa gerações.

Ao mesmo tempo, o debate trouxe à tona desafios contemporâneos do Distrito Federal, com críticas e apontamentos sobre áreas como gestão pública e serviços, evidenciando que Brasília segue como espaço de construção política ativa.

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