Estratégia Eleitoral

Flávio Bolsonaro usa encontro com Trump para buscar projeção internacional da pré-campanha

Por Julia Fernandes Fraga - Em 27/05/2026 às 9:44 AM

Saveclip.app 706829935 18593747746058427 4723255027531024588 N

Senador divulgou uma imagem em que aparece ao lado de Trump. Foto: Reprodução/Instagram

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, na terça-feira (26), imagens ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.

O encontro ocorreu dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também ser recebido por Trump e em meio ao esforço do parlamentar do PL para reposicionar sua pré-campanha devido ao desgaste provocado pela crise envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nas redes sociais, Flávio classificou a recepção como um reconhecimento internacional de sua candidatura. Apesar disso, informou que não houve manifestação formal de apoio eleitoral por parte de Trump.

Segurança pública e alinhamento estratégico

Durante coletiva após o encontro, o senador afirmou ter pedido ao presidente americano que as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho sejam classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Segundo Flávio, a medida abriria caminho para acordos internacionais de combate ao crime organizado.

O presidenciável do PL também defendeu uma aproximação estratégica entre Brasil e Estados Unidos em áreas como segurança, investimentos e minerais críticos. Ao comentar a política externa brasileira, afirmou que uma eventual gestão sua seria guiada por “pragmatismo econômico”.

Gesto político e construção de imagem

A agenda na Casa Branca teve peso simbólico para a pré-campanha do senador. Aliados trataram a recepção no Salão Oval como um gesto raro a um pré-candidato estrangeiro e passaram a explorar o encontro como sinal de prestígio político e aproximação direta com o entorno republicano nos Estados Unidos.

De acordo com Flávio, o convite foi encaminhado pela Casa Branca e a articulação contou com apoio do irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e interlocutores ligados ao governo americano.

Tentativa de virar a página

A movimentação internacional acontece em um momento em que a equipe de Flávio Bolsonaro tenta construir agendas positivas para reduzir os impactos políticos das revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Durante entrevista em Washington, o senador também criticou o Itamaraty após afirmar que não recebeu apoio da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos para realização de uma coletiva de imprensa na capital americana.

Mais notícias

Ver tudo de IN Poder