INFRAESTRUTURA

“Experiência degradante”: empresário do setor de luxo dispara contra aeroporto de Lisboa

Por REDAÇÃO - Em 11/05/2026 às 10:09 AM

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Terminal aéreo da capital portuguesa enfrenta críticas crescentes por falhas operacionais e longos tempos de espera de passageiros — Foto: divulgação/VINCI Airports

O empresário português Miguel Guedes de Sousa voltou a subir o tom contra a situação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, ao afirmar que Portugal enfrenta um problema estrutural que ameaça diretamente sua imagem internacional, sobretudo diante de investidores estrangeiros, turistas de alto padrão e grandes grupos econômicos.

Ligado ao universo da Amorim Luxury, responsável por investimentos milionários em hotelaria premium, lifestyle e projetos de luxo na Comporta e na Avenida da Liberdade, o empresário criticou a falta de respostas concretas das autoridades portuguesas para conter o caos operacional vivido diariamente no principal terminal aéreo do país.

Em um relato marcado pela indignação, Miguel Guedes de Sousa afirmou já ter “opinado, escrito, avisado, alertado e berrado” sobre a situação, sem que houvesse qualquer avanço efetivo. Segundo ele, existe uma “ausência total de vontade real” para enfrentar o problema de forma estrutural.

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Miguel Guedes de Sousa afirmou que a situação do principal aeroporto português compromete a imagem internacional do país perante investidores e turistas de alto padrão — Foto: reprodução/Instagram

As críticas ocorrem em meio ao agravamento dos episódios de congestionamento no controle migratório do Aeroporto Humberto Delgado, onde passageiros têm enfrentado longas filas, atrasos e esperas superiores a sete horas, especialmente em voos vindos de fora do espaço europeu.

Crítica política

Para o empresário, o cenário representa uma contradição preocupante para um país que tenta consolidar sua posição como destino internacional de excelência em turismo, negócios e investimentos de alto padrão. “Enquanto o setor privado investe milhões para elevar a imagem de Portugal junto das elites internacionais, a principal porta de entrada do país oferece uma experiência degradante”, afirmou.

Miguel Guedes de Sousa também direcionou críticas à classe política portuguesa e às entidades responsáveis pela gestão aeroportuária e controle de fronteiras. Segundo ele, o país vive uma cultura de bloqueios institucionais, marcada pela incapacidade de coordenação estratégica entre os diferentes agentes públicos.

Nas declarações mais contundentes, lamentou a ausência de “políticos com força, coragem e autoridade” para conduzir soluções estruturais, afirmando que Portugal estaria mergulhado em uma lógica de “mediocridade” e resignação administrativa.

Nos bastidores do setor de turismo e hotelaria de luxo, as declarações foram interpretadas como um sinal claro da crescente insatisfação das elites empresariais com a lentidão do Estado em acompanhar o ritmo de crescimento da demanda turística internacional.

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