INVESTIMENTOS

Juros elevados reforçam atratividade da renda fixa em abril

Por Redação - Em 06/04/2026 às 1:49 PM

Investimentos, Investidores Foto Freepik

A leitura dos analistas é de que o investidor deve adotar uma postura cautelosa, mas não defensiva FOTO: Freepik

O mês de abril começa com aumento da incerteza nos mercados globais, pressionados por tensões geopolíticas, revisões inflacionárias e postura mais cautelosa dos bancos centrais. Diante desse ambiente, o Banco do Brasil (BB) orienta investidores a priorizarem diversificação e equilíbrio entre ativos de proteção e de maior retorno.

De acordo com análise do BB Investimentos, o cenário internacional segue influenciado pelo conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo, fator que elevou a volatilidade dos mercados ao longo de março. Mesmo com sinais pontuais de alívio, a expectativa é de continuidade da instabilidade, com reflexos diretos sobre inflação e política monetária.

Nesse contexto, a renda fixa permanece como principal pilar das carteiras. O CDI registrou rendimento de 1,21% em março, reforçando a atratividade dos ativos pós-fixados, especialmente em um ambiente de juros ainda elevados. A taxa Selic, apesar de recente corte de 0,25 ponto percentual, segue em patamar restritivo, sustentando o retorno desses investimentos.

Os títulos atrelados à inflação também ganham destaque como instrumento de proteção, enquanto os prefixados continuam interessantes pelo nível das taxas, embora exijam maior cautela diante da volatilidade do cenário global.

No mercado internacional, os principais índices acionários registraram queda em março. O S&P 500 recuou 5,09% e o Nasdaq caiu 4,89%, refletindo o aumento da aversão ao risco. Ainda assim, a mediana das projeções para o S&P 500 em 2026 aponta potencial de valorização de cerca de 14%, indicando espaço para recuperação no médio prazo.

No Brasil, o ambiente é considerado relativamente mais favorável. A economia tem mostrado resiliência frente aos choques externos, o que sustenta o interesse por ativos locais, especialmente em setores ligados a commodities, energia e agronegócio.

Entre as recomendações específicas para abril, o BB destaca oportunidades no mercado acionário com foco em empresas de diferentes setores, como energia, saúde, proteínas e agronegócio. A carteira sugerida inclui nomes como Cemig, Hapvida, Marfrig, PetroReconcavo e SLC Agrícola, refletindo uma estratégia diversificada diante do cenário atual.

No segmento imobiliário, os fundos continuam no radar, com dividend yield anualizado em torno de 12,29%, acima da média do mercado, apesar de oscilações recentes.

Já no crédito privado, a recomendação é de seletividade. O aumento da volatilidade elevou os prêmios de risco, exigindo foco em emissores com fundamentos sólidos e setores mais previsíveis, como energia e saneamento.

A leitura dos analistas é de que o investidor deve adotar uma postura cautelosa, mas não defensiva. Em um ambiente de juros elevados e incertezas externas, a combinação entre renda fixa, exposição moderada à bolsa e ativos de proteção segue como estratégia central para atravessar o ciclo atual com maior segurança.

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Golfo Pérsico

Irã desafia ultimato de Trump: Ormuz jamais retomará status anterior

Por Redação - Em 06/04/2026 às 1:42 PM

Irã, Guerra Agência De Notícias Da República Islâmica

o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses, consideradas “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas” FOTO: Agência de Notícias da República Islâmica

Em meio a mais um ultimato do presidente Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou os Estados Unidos (EUA) afirmando que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”.

“A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica está concluindo os preparativos operacionais para a nova ordem do Golfo Pérsico”, diz comunicado publicado nas redes social no domingo (5).

A iniciativa visa estabelecer novas regras para passagem pelo Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas têm defendido que as regras para passar pelo Estreito serão definidas em parceria com o Omã, sem interferência das potências estrangeiras ao Golfo Pérsico.

O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás do planeta, está fechado desde o início da agressão dos EUA/Israel contra o Irã, só sendo permitida a passagem de navios autorizados por Teerã.

No domingo (5), Trump ameaçou lançar “o inferno” sobre o Irã caso não permitam a reabertura do Estreito até amanhã, terça-feira (7).

O presidente dos EUA vem repentinamente ameaçando destruir o Irã “enquanto nação”, com quase 90 milhões de habitantes, caso não aceitem as condições impostas por Washington para o fim da guerra, chegando a dizer que vai levar o país para “Idade das pedras”.

Acordo distante

Um documento com 15 pontos tem circulado como proposta de Trump para o fim da guerra, o que inclui o fim do programa nuclear pacífico do Irã, até o desmantelamento do seu programa balístico.

Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses, consideradas “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas”.

O Irã tem exigido compensação financeira pelos danos causados pelos ataques; a saída definitiva das bases militares dos Estados Unidos (EUA) da região, além de um fim definitivo da guerra, o que incluiria as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.

O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, em comunicado publicado nesta segunda-feira, disse que é necessário levar o inimigo a um “arrependimento genuíno para evitar a repetição da guerra no futuro”.

“Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado. Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado”, disse Akraminia, segundo agência iraniana Tasnim.

Ataques iranianos e retaliações

Em mais um vídeo publicado hoje, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou os alvos da 98ª onda de ataques do Irã contra instalações ligadas à Israel e EUA no Oriente Médio.

Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária (IRGC), foram alvejados um navio porta-contêineres SDN&, além de “locais estratégicos” em Tel Aviv. Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer, em Israel.

Zulfiqari acrescentou que quaisquer ataques a alvos civis seriam respondidos com múltiplas medidas contra os interesses do inimigo em qualquer ponto da região.

“Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será realizada com intensidade e abrangência muito maiores, e as perdas e os danos sofridos pelo inimigo, caso persista nessa abordagem, serão multiplicados muitas vezes”, afirmou o porta-voz iraniano.

Chefe de inteligência

O Irã confirmou o assassinato de mais um alto dirigente militar do país. Dessa vez, o chefe da inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um ataque aéreo israelense em Teerã (Agência Brasil)

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Pesquisa Futura/Apex

Cenário no Ceará aponta eleição competitiva com peso do eleitorado compartilhado

Por Redação In Poder - Em 06/04/2026 às 1:39 PM

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Elmano e Ciro seguem puxando a lista. Foto: Montagem

Nova pesquisa pré-eleitoral sobre a disputa ao Governo do Ceará em 2026 indica um cenário ainda em formação, com concentração no campo da centro-esquerda e forte dependência de alianças. O levantamento do Instituto Futura Inteligência/Apex, contratado pelo Jornal Revista Ceará (TSE: CE-01668/2026 | BR-03594/2026), traz como principal leitura a existência de um eleitorado compartilhado que tende a influenciar o desfecho da eleição.

Força cruzada

Na espontânea, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) registra 30,0% das intenções de voto, enquanto o governador Elmano de Freitas (PT) aparece com 21,0%. O dado mais relevante é a sobreposição: cerca de 30% dos eleitores de Lula também declaram voto em Ciro — e o inverso também se verifica — indicando um eleitor menos ideológico e mais pragmático.

Fotografia do momento

No cenário estimulado de primeiro turno, Ciro soma 48,2% e Elmano 38,4%. Eduardo Girão (Novo) aparece com 5,6% e Professor Jarir (PSOL) com 1,4%.

Em eventual segundo turno, os números indicam 55,7% para Ciro e 39,3% para Elmano, com 3,8% de brancos e nulos e 1,3% sem resposta.

A seis meses da eleição, 39,2% ainda se declaram indecisos, não souberam ou preferiram não responder.

Termômetro de gestão

A gestão de Elmano de Freitas é aprovada por 56,2% dos entrevistados, com 47,4% de avaliação ótima ou boa. No recorte de rejeição, o governador aparece com 35,6%, enquanto Ciro registra 20,3%.

Equação política

O panorama geral permanece condicionado a definições no campo governista. O PT trabalha com a reeleição de Elmano e com a possibilidade de entrada do senador Camilo Santana, apontado como nome de maior densidade eleitoral e capacidade de reorganizar a disputa. O apoio de Lula ao candidato do partido é tratado como fator de competitividade.

Entre os elementos que adicionam complexidade está a possível aproximação de Flávio Bolsonaro (PL) a Ciro Gomes, movimento que pode ampliar alcance eleitoral e, ao mesmo tempo, gerar resistência em parte do eleitorado compartilhado com Lula.

No plano local, o posicionamento do grupo de Cid Gomes (PSB) também é considerado variável relevante.

Jogo paralelo

Na disputa ao Senado, considerando dois votos por eleitor (200%), os dados indicam: Cid Gomes (47%), Capitão Wagner (46,3%), Eunício Oliveira (27,7%), Priscila Costa (12%), José Guimarães (11,5%), Chiquinho Feitosa (7,1%) e General Theóphilo (6,4%).

Entre eleitores evangélicos, Capitão Wagner (65,6%) e Priscila Costa (27,6%) concentram as maiores intenções de voto.

Metodologia

Foram ouvidos 1.000 eleitores em 139 municípios entre 30 de março e 1º de abril de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

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