Complexo Roberto Macêdo

J.Macêdo inaugura complexo industrial no Ceará com investimento de R$ 300 milhões

Por Pompeu Vasconcelos - Em 09/04/2026 às 12:15 PM

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Sob a liderança de Amarílio Macêdo, Grupo J.Macêdo inaugura Complexo Industrial Roberto Macêdo em Horizonte

A J.Macêdo inaugurou, em Horizonte, seu novo complexo industrial, em um movimento que amplia a presença da companhia no Ceará e fortalece a estratégia de interiorização do desenvolvimento econômico no Estado. O empreendimento recebeu investimento de R$ 300 milhões e deve gerar cerca de 200 empregos diretos.

A inauguração, realizada na quarta-feira (8), contou com a presença do governador Elmano de Freitas, que destacou o impacto do projeto para a atração de novos investimentos e para a consolidação da infraestrutura logística cearense.

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Elmano de Freitas – J Macedo – Inauguração do Complexo Industrial de Horizonte

“Primeiro eu quero agradecer ao grupo J.Macêdo pela confiança no Ceará. Esse investimento aqui realizado provoca a possibilidade de outros investimentos no nosso estado”, afirmou o governador, ao citar ainda o potencial de integração com a Transnordestina, o Porto Seco de Quixeramobim e o Porto do Pecém.

A nova unidade terá capacidade para produzir 100 mil toneladas de massas por ano e 12 mil toneladas anuais de mistura para bolos. Além da fábrica, o complexo conta com um centro de distribuição voltado ao atendimento das regiões Norte e Nordeste, ampliando a eficiência operacional do grupo em mercados estratégicos.

Segundo a empresa, o parque industrial incorpora tecnologia de ponta em seus processos, com foco em eficiência, segurança e qualidade. A operação também foi concebida sob diretrizes de gestão ambiental, com uso racional da água, eficiência energética e meta de zero resíduo destinado a aterro.

“O projeto adota as melhores práticas de gestão ambiental, aplicadas desde a construção até a operação. Com foco em eficiência energética e no uso racional da água, a unidade se consolida como uma indústria limpa”, afirmou o diretor-presidente da J.Macêdo, Irineu José Pedrollo.

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Inauguração do Complexo Industrial de Horizonte

O complexo recebeu o nome de Roberto Proença de Macêdo, filho do fundador do grupo, José Macêdo, e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará.

Com 86 anos de atuação, a J.Macêdo reúne marcas consolidadas no mercado brasileiro, como Dona Benta, Sol, Petybon, Brandini e Boa Sorte. A empresa atua ainda nos segmentos de fermentos, biscoitos, salgadinhos e sobremesas, e mantém cerca de 3 mil colaboradores em sua estrutura. Entre 2023 e 2025, conquistou o selo Great Place to Work como reconhecimento por seu ambiente de trabalho.

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Segurança Digital

Da Grécia ao Brasil, redes sociais entram na era de regulação para jovens

Por Julia Fernandes Fraga - Em 09/04/2026 às 11:24 AM

Little Girl Uses A Smartphone Lying On The Pillow At Home.

País europeu irá proibir uso total a menores de 15 anos a partir de 2027. Foto: Freepik

A decisão da Grécia de proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, a partir de 1º de janeiro de 2027, consolida uma tendência que já se espalha por diferentes países e reposiciona o tema como prioridade na agenda global. O anúncio do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis atua como gatilho político de um movimento maior, que envolve Europa, Austrália e Brasil.

“A Grécia é um dos primeiros países europeus a tomar essa iniciativa, mas tenho certeza de que não será o último”, disse Mitsotakis. “Nosso objetivo é pressionar a União Europeia nessa direção”, enfatizou o líder grego.

Países na vanguarda

Na Europa, o endurecimento regulatório já está em curso. Portugal aprovou regras que exigem consentimento parental para usuários entre 13 e 16 anos; a Espanha discute proibição até os 16; e a França avança em propostas para restringir o acesso de menores de 15 anos. No plano do bloco, o Parlamento Europeu já defendeu idade mínima de 16 anos para redes sociais.

O precedente mais direto vem da Austrália, na Oceania, primeiro país a implementar uma proibição nacional para menores de 16 anos — modelo que passou a orientar o debate internacional.

Brasil e o ECA Digital

No Brasil, esse movimento já entrou em fase de execução. Em vigor desde março de 2026, o chamado ECA Digital – em alusão ao Estatuto da Criança e do Adolescente – exige verificação de idade além da autodeclaração, vincula contas de menores de 16 anos aos responsáveis e impõe limites ao próprio desenho das plataformas, restringindo mecanismos associados à dependência e ao direcionamento comercial para crianças e adolescentes.

A medida surgiu após o influenciador digital Felca denunciar, em seu canal no YouTube, o que classificou como “adultização” de crianças e adolescentes nas plataformas digitais. O ato obteve forte repercussão dentro e fora das mídias e acionou os Poderes brasileiros a adotarem mecanismos de combate e prevenção a essa prática. 

Plataformas no radar regulatório

As big techs – detentoras da maioria das redes sociais mundiais – já começaram a se adaptar, aplicando formatos para ampliação de controles parentais, contas privadas por padrão e restrições de interação e notificações para usuários mais jovens.

Agora, mais do que iniciativas isoladas, o que se consolida é uma mudança de escala: o uso de redes por menores deixa de ser uma questão privada e passa a integrar a agenda de regulação tecnológica, saúde mental e responsabilidade das plataformas — com pressão crescente por verificação de idade, moderação e desenho menos aditivo, em resposta ao aumento de casos de ansiedade, distúrbios de sono e à lógica de engajamento dos algoritmos.

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Banco Central

Poupança tem retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março

Por Redação - Em 09/04/2026 às 11:05 AM

Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente

O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em março deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 11,1 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 369,6 bilhões, contra saques da ordem de R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões. O saldo da poupança é de quase R$ 1 trilhão.

Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

No primeiro trimestre desde ano, a caderneta já acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

Na última reunião, no mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC começou a reduzir a Selic, com um corte de 0,25 ponto percentual ao ano. Entretanto, com as tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a autoridade monetária não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Agência Brasil)

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